terça-feira, 21 de novembro de 2017

Resmungar é...

O negativismo das tuas palavras irá destruir tudo de bom que hoje tens, e muito mais que pudesses alcançar na tua vida. 

Deus conhece o que as pessoas falam, mesmo no recanto mais escondido, Ele pode o revelar! Quem consulta oráculos sabe bem disso. E quando não são os oráculos a revelar, existem muitos outros meios que nos podem dizer o que está sendo falado nas nossas costas, basta Deus querer!

Por isso cuidado com aquilo que falas, pois por mais que suponhas que a pessoa vai guardar segredo, o que não se diz é a única coisa que não se pode conhecer.
Sempre me recordo do texto de Tiago 3:5 que afirma:
“A língua é um pequeno membro, e se gaba de grandes coisas. Vede quão grande bosque um tão pequeno fogo incendeia”.
As histórias que vou contar mencionam a grande verdade deste texto.
Que, quem fala mal dos outros pensa que enaltece as suas próprias qualidades, mas o que acontece é o contrário!
Tive uma empregada que me enchia os ouvidos falando mal de uma menina que eu estava a ajudar:
- Dizia que a menina era porca, mandriona, que deixava as casas imundas, etc., etc. Embora não me agradassem essas acusações acabei por despedir essa menina!
Depois veio um jovem e ela estava sempre rindo da sua debilidade e dizendo que ele não fazia isto e aquilo para mostrar que ela era mais trabalhadora! Acabei por mandar embora o jovem.
Há um provérbio também muito certo que diz:
Pelo que falas nas costas dos outros, eu um dia vou ver o que falas de mim.
E assim foi. Esta empregada, sempre que passava pela porta da vizinha do primeiro andar, conversava com ela fazendo queixas e falando assuntos do trabalho e dos patrões! Por sua vez, a vizinha ia falar com uma amiga, antiga empregada, e a antiga empregada escrevia-me mensagens falando tudo o que a empregada com a sua língua de fogo falava à vizinha.
Se uma pequena fagulha incendeia um grande bosque, que iremos dizer de grandes e muitas fagulhas? Ainda estou para ver!
Registo as palavras para as quais o leitor dos meus oráculos, Gil Nobre, me alertou:
- Essa pessoa pela frente se faz risonha e amiguinha, mas por de trás é totalmente diferente! Veja a resposta que o meu oráculo inglês me deu:
Há pessoas que são como cães selvagens e esfomeados, não reconhecem nenhum dono e mordem a mão de quem os alimenta”.
Hoje, ao pensar nestes assuntos, o meu oráculo “Árvore da Vida Interminável” respondeu-me com um conto muito interessante, e muito adaptado à situação atual, que tem como titulo:
  

                                    A Cidade dos Resmungos


Era uma vez um lugar chamado Cidade dos Resmungos, onde todos resmungavam, resmungavam e não sabiam em que se ocupar senão em resmungar.

Os seus habitantes poderiam usufruir de todo o bem que a cidade lhes dava, mas eles aprendiam uns com os outros e por todo o lado só se ouviam resmungos!

As pessoas que tinham trabalho resmungavam porque não ganhavam mais.
As desempregadas resmungavam porque ninguém lhes dava trabalho! 
Resmungavam no verão por ser quente e nada chuvoso e no inverno porque estava frio. Como os adultos as crianças choramingavam quando chovia porque não podiam sair. Os habitantes que poderiam viver os ambientes zen em suas colinas e vales só pensavam era em queixar-se uns dos outros. Os pais queixavam-se dos filhos, as irmãs dos irmãos, os pais dos professores e os alunos dos seus colegas e de todos os demais.
Os adultos tinham um problema e apresentavam-se como as crianças reclamando que alguém deveria fazer alguma coisa, todos reclamavam dos problemas, todos comentavam que eles existiam, porém não se ocupavam a pensar nas soluções.
Um dia chegou à cidade um mascote com um cesto às costas e nele trazia muitos papelinhos cada um com uma solução diferente.

Ao observar toda aquela inquietação e grande choradeira, pôs o cesto no chão e gritou:

— Ó cidadãos deste belo lugar! Os campos estão abarrotados de trigo, os pomares carregados de frutas. As retundas de flores, as cordilheiras estão cobertas de florestas espessas, e os vales banhados por rios profundos e suas cascatas. O destino vos trouxe a esta cidade, a natura vos deu toda esta fartura tão livremente, mas nada aprendestes nela?
Porque reclamam se residem num lugar tão abençoado? Porque não reconhecem todas as conveniências e tamanha abundância que está bem patente no vosso caminho? Porquê que tanta insatisfação? Será que se acham imerecedores de coisas tão belas?
Se continuam deste jeito certamente vão destruir todo o bem que vos foi concedido! Venham aqui para me escutar!
Neste lugar foi vos dado o caminho para a felicidade e não o reconhecereis? Deste modo estais prestes a que tudo isto seja apanhado pelo fogo e destruído pelos vossos pensamentos e línguas descontroladas!
Ora a camisa do mascote estava rasgada e puída e ao andar ele parecia cambalear! Havia remendos nas calças e buracos nos sapatos.
As pessoas o viam como se a sua vestimenta estivesse imunda, riram como se alguém como ele fosse ousar mostrar-lhes como ser feliz!?
Mas enquanto riam, ele puxou uma corda comprida do cesto e a esticou entre os dois postes na praça desta cidade.
Então segurando o cesto diante de si, gritou:
— Ó povo, aqueles que estiverem insatisfeitos escrevam seus problemas num pedaço de papel e ponham dentro deste cesto!
Depois ou eu retiro ou vocês retiram um papel ao acaso e o vamos colocar na corda para todos verem como se trocam os vossos problemas por um caminho de felicidade!
Então a multidão começou a se aglomerar ao seu redor. Mais ninguém hesitou diante da chance de se livrarem dos problemas.
Todo homem, mulher e criança da vila rabiscou sua queixa num pedaço de papel e jogou no cesto. Cesta esta que continha também a solução para muitos problemas.
Então o mascote pegou em cada papelinho que a pessoa tirava para si e depois de o lerem o mascote ia pendurar todos os papeis na corda.
Quando ele terminou, havia papelinhos tremulando em cada polegada da corda, de um extremo ao outro.
Então ele disse:
— Agora cada um de vocês deve ler nesta linha mágica a solução para cada problema.
Todos correram para tirar um papelinho ao acaso e examinar os problemas e as soluções. Cada um tinha um pedaço de papel para lerem e ponderaram.
Cada pessoa descobria a solução e, ao ler um problema que o outro vizinho tinha, foram reconhecendo que o seu problema tinha sido o menor.
Alguns ainda continuaram a resmungar, mas como viram os outros prosperar, envergonhados já não se sentiam bem naquela cidade.
Daí por diante, o povo daquela cidade deixou de resmungar o tempo todo.
E sempre que alguém sentia o desejo de resmungar ou reclamar, pensava no mascote e na sua corda mágica que tanto os foi valorizar, mas que ninguém o poderia tornar a ver para agradecer!


“Resmungar é para os néscios, pois exige um esforço mínimo, quem pensa não evita esforçar a mente para sobre um determinado assunto fazer uma análise sóbria e verdadeira. Porém, conversar sobre as resoluções que as propostas lhes trariam não lhes é tão desejável.
Resmungar não é solucionar, mas é desocupação para uma vida inútil.”
© Luz Compasso


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