O negativismo das tuas palavras irá destruir tudo de bom que hoje tens, e muito mais que pudesses alcançar na tua vida.
Deus conhece o que as pessoas falam, mesmo no
recanto mais escondido, Ele pode o revelar! Quem consulta oráculos sabe bem
disso. E quando não são os oráculos a revelar, existem muitos outros meios que
nos podem dizer o que está sendo falado nas nossas costas, basta Deus querer!
Por isso cuidado com aquilo que falas, pois por mais
que suponhas que a pessoa vai guardar segredo, o que não se diz é a única coisa
que não se pode conhecer.
Sempre me recordo do texto de Tiago 3:5 que afirma:
“A língua é um pequeno membro, e se gaba de grandes coisas.
Vede quão grande bosque um tão pequeno fogo incendeia”.
As histórias que vou contar mencionam a grande verdade
deste texto.
Que, quem fala mal dos outros pensa que enaltece as suas
próprias qualidades, mas o que acontece é o contrário!
Tive uma empregada que me enchia os ouvidos falando mal de
uma menina que eu estava a ajudar:
- Dizia que a menina era porca, mandriona, que deixava as
casas imundas, etc., etc. Embora não me agradassem essas acusações acabei por
despedir essa menina!
Depois veio um jovem e ela estava sempre rindo da sua
debilidade e dizendo que ele não fazia isto e aquilo para mostrar que ela era
mais trabalhadora! Acabei por mandar embora o jovem.
Há um provérbio também muito certo que diz:
Pelo que falas nas costas dos outros, eu um dia vou ver o
que falas de mim.
E assim foi. Esta empregada, sempre que passava pela porta
da vizinha do primeiro andar, conversava com ela fazendo queixas e falando
assuntos do trabalho e dos patrões! Por sua vez, a vizinha ia falar com uma
amiga, antiga empregada, e a antiga empregada escrevia-me mensagens falando
tudo o que a empregada com a sua língua de fogo falava à vizinha.
Se uma pequena fagulha incendeia um grande bosque, que
iremos dizer de grandes e muitas fagulhas? Ainda estou para ver!
Registo as palavras para as quais o leitor dos meus oráculos,
Gil Nobre, me alertou:
- Essa pessoa pela frente se faz risonha e amiguinha, mas
por de trás é totalmente diferente! Veja a resposta que o meu oráculo inglês me
deu:
“Há pessoas que são
como cães selvagens e esfomeados, não reconhecem nenhum dono e mordem a mão de
quem os alimenta”.
Hoje, ao pensar nestes assuntos, o meu oráculo “Árvore da
Vida Interminável” respondeu-me com um conto muito interessante, e muito adaptado
à situação atual, que tem como titulo:
A
Cidade dos Resmungos
Era uma vez um lugar chamado
Cidade dos Resmungos, onde todos resmungavam, resmungavam e não sabiam em que
se ocupar senão em resmungar.
Os seus habitantes poderiam
usufruir de todo o bem que a cidade lhes dava, mas eles aprendiam uns com os
outros e por todo o lado só se ouviam resmungos!
As pessoas que tinham
trabalho resmungavam porque não ganhavam mais.
As desempregadas resmungavam
porque ninguém lhes dava trabalho!
Resmungavam no verão por ser
quente e nada chuvoso e no inverno porque estava frio. Como os adultos as
crianças choramingavam quando chovia porque não podiam sair. Os habitantes que poderiam
viver os ambientes zen em suas colinas e vales só pensavam era em queixar-se uns
dos outros. Os pais queixavam-se dos filhos, as irmãs dos irmãos, os pais dos
professores e os alunos dos seus colegas e de todos os demais.
Os adultos tinham um
problema e apresentavam-se como as crianças reclamando que alguém deveria fazer
alguma coisa, todos reclamavam dos problemas, todos comentavam que eles
existiam, porém não se ocupavam a pensar nas soluções.
Um dia chegou à cidade um
mascote com um cesto às costas e nele trazia muitos papelinhos cada um com uma
solução diferente.
Ao observar toda aquela
inquietação e grande choradeira, pôs o cesto no chão e gritou:
— Ó cidadãos deste belo
lugar! Os campos estão abarrotados de trigo, os pomares carregados de frutas. As
retundas de flores, as cordilheiras estão cobertas de florestas espessas, e os
vales banhados por rios profundos e suas cascatas. O destino vos trouxe a esta
cidade, a natura vos deu toda esta fartura tão livremente, mas nada aprendestes
nela?
Porque reclamam se residem num
lugar tão abençoado? Porque não reconhecem todas as conveniências e tamanha
abundância que está bem patente no vosso caminho? Porquê que tanta
insatisfação? Será que se acham imerecedores de coisas tão belas?
Se continuam deste jeito
certamente vão destruir todo o bem que vos foi concedido! Venham aqui para me
escutar!
Neste lugar foi vos dado o caminho
para a felicidade e não o reconhecereis? Deste modo estais prestes a que tudo
isto seja apanhado pelo fogo e destruído pelos vossos pensamentos e línguas
descontroladas!
Ora a camisa do mascote
estava rasgada e puída e ao andar ele parecia cambalear! Havia remendos nas
calças e buracos nos sapatos.
As pessoas o viam como se a
sua vestimenta estivesse imunda, riram como se alguém como ele fosse ousar mostrar-lhes
como ser feliz!?
Mas enquanto riam, ele puxou
uma corda comprida do cesto e a esticou entre os dois postes na praça desta
cidade.
Então segurando o cesto
diante de si, gritou:
— Ó povo, aqueles que
estiverem insatisfeitos escrevam seus problemas num pedaço de papel e ponham
dentro deste cesto!
Depois ou eu retiro ou vocês
retiram um papel ao acaso e o vamos colocar na corda para todos verem como se trocam
os vossos problemas por um caminho de felicidade!
Então a multidão começou a se
aglomerar ao seu redor. Mais ninguém hesitou diante da chance de se livrarem
dos problemas.
Todo homem, mulher e criança
da vila rabiscou sua queixa num pedaço de papel e jogou no cesto. Cesta esta
que continha também a solução para muitos problemas.
Então o mascote pegou em
cada papelinho que a pessoa tirava para si e depois de o lerem o mascote ia pendurar
todos os papeis na corda.
Quando ele terminou, havia papelinhos
tremulando em cada polegada da corda, de um extremo ao outro.
Então ele disse:
— Agora cada um de vocês
deve ler nesta linha mágica a solução para cada problema.
Todos correram para tirar um
papelinho ao acaso e examinar os problemas e as soluções. Cada um tinha um pedaço
de papel para lerem e ponderaram.
Cada pessoa descobria a
solução e, ao ler um problema que o outro vizinho tinha, foram reconhecendo que
o seu problema tinha sido o menor.
Alguns ainda continuaram a resmungar,
mas como viram os outros prosperar, envergonhados já não se sentiam bem naquela
cidade.
Daí por diante, o povo
daquela cidade deixou de resmungar o tempo todo.
E sempre que alguém sentia o
desejo de resmungar ou reclamar, pensava no mascote e na sua corda mágica que
tanto os foi valorizar, mas que ninguém o poderia tornar a ver para agradecer!
“Resmungar é
para os néscios, pois exige um esforço mínimo, quem pensa não evita esforçar a
mente para sobre um determinado assunto fazer uma análise sóbria e verdadeira. Porém,
conversar sobre as resoluções que as propostas lhes trariam não lhes é tão desejável.
Resmungar não é
solucionar, mas é desocupação para uma vida inútil.”
© Luz Compasso




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